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1.ª Prova do Campeonato Regional da Classe da Linha de Vela Optimist
A Associação Regional de Vela do Centro (ARVC) e o Clube de Vela do Barreiro realizaram no passado fim-de-semana, dias 25 e 26 de Março, no Mar da Palha, a 1.ª Prova do Campeonato Regional da Classe da Linha de Vela de Optimist A e B, que contou para apuramento do ranking regional e de qualificação para o Nacional.
O Clube de Vela do Barreiro foi criado a 1 de Janeiro de 1972 e tem desenvolvido ao longo dos anos um forte apoio a todos quantos gostam de velejar.
A actual direcção presidida por João Moreira Rato quer...”Apenas solidificar o que já foi feito para trás. O clube continua a fazer uma grande aposta no Desporto Escolar cujos alunos têm aulas de vela duas vezes por semana. A nossa bandeira é sem dúvida a dupla da classe 470 - Álvaro Marinho e Miguel, campeões do Mundo. Nesta classe temos ainda mais uma embarcação, na classe Optimist Formação existem 7 velejadores e em competição 11. Todos os anos organizamos vários campeonatos nacionais, para 2006 estão previstos o de Splash, a Regata de Cruzeiros da APL e uma PAN da classe Vaurien. O nosso grande problema é a área financeira, precisamos de apoio da Câmara e de Empresas locais, vivemos apenas das quotizações. Outra das situações que nos condiciona é não termos acesso até ao canal da Cuf, as marés deixam-nos sem qualquer margem de manobra, os barcos ficam presos no lodo”.
Os Optimist constituem a primeira aproximação à modalidade, destinando-se a aprendizes de velejador até aos 15 anos de idade, sendo os “A” aqueles que têm mais experiência na classe e os “B” os da fase de pós-iniciação.
O Optimist é um barco de uma só vela e para um só velejador e neste momento, o número de atletas desta classe, no nosso país, ronda os seiscentos. Pela sua expressão, Portugal tem participado com sucesso em Campeonatos da Europa e Mundiais da classe.
Mimi Santos, Vice-Presidente da classe Internacional IODA (International Optimist Association) refere que neste momento há cerca de 300 velejadores da classe em Competição e cerca de 100 na fase de Iniciação, além claro das tradicionais Escolas de Vela. A IODA tem a sua sede na Irlanda e 3 Vice-presidentes – América do Sul, África do Sul e Europa
Para este ano está prevista a deslocação dos cinco primeiros velejadores do Ranking Nacional ao Uruguai- Campeonato do Mundo e 4 rapazes e três meninas ao Campeonato da Europa a realizar na Holanda. Segundo Mimi Santos..”A grande lacuna na classe é a falta de Treinadores. Além dos Técnicos terem de saber andar à vela há que ter uma componente muito pedagógica. É nesta classe que se desenvolvem as grandes amizades, a camaradagem, o sentido de responsabilidade. Os Treinadores têm que ter a mesma linguagem que os jovens velejadores. Estou na classe há 22 anos, comecei pelo facto dos meus filhos velejarem em Optimist e acabei por ir ficando porque gosto especialmente de crianças. Continuo a sentir-me muito motivada razão porque lhe dedico grande parte do meu tempo livre”.
Para Mimi Santos a grande evolução na classe diz respeito à forma como os velejadores são agora acompanhados pelos clubes, situação que antes era feita pelos Pais, os jovens de 8/9 anos estão mais independentes, fazem os seus próprios sacos, tomam conta do seu material. Quando se fala de grandes objectivos Mimi Santos sonha com uma classe organizada como em França em que tudo funciona com profissionais, a classe é uma Empresa.
Presentes estiveram ao longo dos dois dias 75 velejadores em representação de 8 clubes que cumpriram regatas com vento a soprar de Sul, Sudoeste força 10.
O presidente da Comissão de Regatas – Filipe Castro viu-se obrigado a pôr Bandeira Negra nas largadas uma vez que atendendo ao elevado número de embarcações os jovens velejadores “pisavam” facilmente a Linha de Largada.
Filipe gosta especialmente de estar neste tipo de competição...”É das regatas em que me dá mais prazer fazer de Júri. Estes jovens são o princípio da vela, são a classe que mais embarcações tem na linha, cerca de 60 barcos sempre no mínimo, vale a pena trabalhar com estes jovens”
O Júri de Protestos tem sempre uma posição muito didáctica, ao longo da competição acompanha na água todas as regatas e em terra na fase dos “Protestos” – resolução de situações em que os velejadores não cumpriram as regatas de regata, explicam aos pequenos atletas a razão porque estão a ser penalizados...”É preciso sempre muito cuidado com a forma como se fala com os velejadores, são muito jovens, ficam nervosos com a competição, não podem ser desmotivados. Há que lhes criar auto-confiança para não nos olharem como as pessoas que os castigam.”...afirmam Luis Brites e António Mata Júri de Protestos.
Velejadores do Clube de Vela do Barreiro presentes na competição:
Eduardo Figueira (B)
Gonçalo Neves (B)
João Gameiro (B)
Gonçalo Ramos (B)
André Silva (A)
Manuel Gamito (A)
João Uva (B)
Miguel Teixeira (A)
Resultados no Site da Associação Regional de Vela do Centro: www.arvc.pt
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