23.5.2006

Campeonato Regional das Classes Não Linha de Vela 2006

Clube Naval de Setubalense , 20 e 21 de Maio de 2006
SETUBALENSE APOSTA NA FORMAÇÃO DESPORTIVA
Projecto da Marina é a grande aposta de futuro

A Associação Regional de Vela do Centro e o Clube Naval Setubalense realizaram no último fim-de-semana o Campeonato Regional das Classes Não Linha de Vela na qual participaram cerca de 70 velejadores das classes de Vaurien, Splash, Dart, Hobby Cat.
Em todas as classes presentes nesta competição, que contou para apuramento do Ranking Regional, foram cumpridas seis regatas num fim-de-semana que apresentou excelentes condições meteorológicas para a prática da vela.
No Sábado, com vento médio/fraco entre os 6 e os 9 nós, a Comissão de Regatas, presidida por Joaquim Cabral, fez cumprir quatro regatas validando desde logo a prova, sendo que no Domingo, com o vento mais forte a rondar os 12 nós cumpriram-se mais duas regatas. A prova que decorreu da melhor forma, sem protestos ou reclamações, terminou no Domingo com a cerimónia de entrega dos prémios e uma sardinhada, ou o clube anfitrião não fosse o Naval Setubalense.
Primeiros classificados:
Vaurien:
1.º Francisco Prazeres (ASC), 5 p.
2.º Jeremy Pacheco (ASC), 14 p.
3.º Paulo Prazeres (GDC), 15 p.
Splash:
1.º Hugo Costa (CNM), 7 p.;
2.º Cataria Soares (CNS), 10p.
3.º Maria Marreiros (CNS), 10 p.
Dart:
1.º Pedro Vilela (CNS), 2p.
2.º Luís Duarte (CNS), 4 p.
3.º Nuno Rocha (GNO), 8 p.

Clube Naval Setubalense aposta na formação como controlo de gestão financeira

José Flórido, vice-presidente do Clube Naval Setubalense (CNS) e Francisco Vilela, director e responsável pela secção de vela do clube, são dois homens ligados ao Mar mas com os pés assentes na terra. Assumiram a direcção do clube numa altura em que este estava deficitário e conseguiram, com os seus companheiros de Direcção, implementar uma política de gestão controlada, autonomizar a gestão financeiras das várias modalidades e assim reduzir custos.
O Naval Setubalense é actualmente um clube equilibrado financeiramente, apesar de não possuir forma de poder realizar alguns dos projectos mais significativos para o clube, um deles o Troféu Santiago, regata de grande significado histórico para a cidade de Setúbal mas que no ano passado não foi cumprida devido à falta de apoios.
José Flórido afirma: «Quando assumimos a direcção do clube, há 4/5 anos em função da situação económica, apostámos na formação e fazemos actualmente competição até ao ponto em que é financeiramente viável. Esta prova do Campeonato Regional enquadra-se nessa perspectiva. Anteriormente, o clube vivia essencialmente para a alta competição, principalmente com os Dart/ Catamarans, mas os custos tornaram-se incomportáveis. Agora, na formação temos as classes Optimist, Laser e L’Equipe para iniciação e desenvolvimento, e vamos iniciar a escola de vela de cruzeiro com um classe 8 chamado, o “Milenário” que nos foi oferecido por um sócio em troca de aulas de vela».
Francisco Vilela, responsável pela vela do clube, adianta: «Em termos de vela estamos equilibrados, apesar da falta de espaço físico. Mas o nosso grande projecto é a construção da Marina de Setúbal na Doca do Pai Lopes. Este projecto permitirá que o Estuário do Sado tenha uma Marina com capacidade para 1200 barcos, sendo uma infra-estrutura que não existe na região. As entidades oficiais já têm o projecto e só falta mesmo a vontade política.»
Flórido acrescenta: «Temos 6200 sócios pagantes e é devido ao apoio de muitos deles que é possível realizar algumas das obras que são necessárias no clube, como por exemplo pintar as paredes do Pavilhão que acolhe os treinos da patinagem e do hóquei em patins (duas modalidades que nasceram recentemente com a formação e que está a ser muito acarinhada pelos pais). Deixámos de ter o apoio da Câmara Municipal, que anualmente atribuía um subsídio ao clube, e temos ainda de pagar a renda do espaço à APSS (Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra), apesar de, por exemplo, o clube de Sesimbra não ter este encargo. São algumas situações que gastaríamos de ver resolvidas, em concreto algum apoio da autarquia às provas, como o Troféu de Santiago. que tanto diz à cidade.»
O CNS além da vela é um clube ecléctico e mantém a formação na natação, remo, patinagem artística e hóquei em patins, estando o basquetebol de momento suspenso.

 
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